Ca's Memo.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

SOBRE O PRIMEIRO AMOR [2]

Ele acontece.

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Sábado, Março 28, 2009

SOBRE O PRIMEIRO AMOR

Aí um filósofo amigo meu me perguntou, "tu ainda vai tentar entrar no mundo dele?". Tenso.

"Quero fazer o café da manhã dele, desejar um bom dia de trabalho. Levar os filhos dele pra escola, logo em seguida." Não sei se ele entendeu, mas não quero trabalhar como doméstica...

Deve ter entendido, porque riu e chamou isso de "vida de amélia".

- Seria Amélia, Joana, Flora... e até Carolina. (...) É só ele querer.





Então ele falou algo sobre viver sonhando. Não, amigo.

Expliquei.

- Uma paixão racional, que estranho.
- Parece que é a primeira.
- Tava na hora...
- Não sei se a primeira racional. Talvez [seja] a primeira, primeira de todas.

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Sábado, Março 14, 2009

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Eu te amo, querido. Perdoa-me o meu amor!
Eu fui apanhada como um pássaro que se extraviou no caminho.
Quando o meu coração foi tocado, ele perdeu o véu e ficou ao desabrigo.
Cobre-o com piedade, querido, e perdoa o meu amor!
Se não me podes amar, querido, perdoa a minha dor.
E voltarei para o meu canto e ficarei sentada no escuro.
E cobrirei com as mãos a nudez do meu recato."

Tagore

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Domingo, Fevereiro 15, 2009

CÁPSULA DO TEMPO [título auto-explicativo]

14 DE FEVEREIRO DE 2009

Chegada à Era de Aquário, o Novo Aeon.
Dia de São Valentim.


Eu sou aquele ponto na avenida, subindo num carro branco e te deixando pra trás.

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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

SOBRE PONTOS BRILHANTES ACIMA DE OMBROS ALHEIOS

Toda santa vez que você conhece e se encanta por alguém, existem vícios que te perseguem. Um deles é a idéia de que "fulano é parecido demais comigo", "fulano e eu temos muita coisa em comum", "fulano é tudo o que eu sempre quis", "fulano é vida, paixão, FULANO É DEUS." Não, não queira se enganar. Em algum momento, imersa na ilusão feliz, o fulano aparecerá. Você vai descobrir seus defeitos. Vai tentar conviver com eles, relevar, perdoar, engolir a seco. A essa altura ele já não deve ser mais "o que você sempre quis". E quanto mais você se cala, mais você o habitua àquele comportamento. E quando seu coração parar de doer, vai perceber que ele agora é irrrelevante, vai abrir mão e partir.

Tentativa após tentativa, as imagens fadadas ao fracasso tendem a desaparecer. No mais, você continua a sonhar com esse er extraordinário que vai invadir seu mundo e mudar sua vida. Mas algo mudou. Você já não voa tão alto. Você passa a sonhar com o possível e o suficiente.

Construí pra mim esse ser. Ele é másculo, forte, barba cheia, botões da camisa abertos. Ele é humano, orgulhoso, sensível e protetor como um pai... E traz dentro de si o desejo latejante e silhuetas contra a luz numa respiração ofegante e ritmada.

Eu não sou tola. Imaginar é um ótimo exercício.

Daí um dia você cruza com essa pessoa numa fila, num beco, numa esquina, no mar. É o choque de dois mundos.

Aconteceu comigo. Logo comigo, pessoa preguiçosa e sem muita fé, acreditando sempre ter problemas pendentes com Deus. Eu, tão impotente, inquieta, num turbilhão de vontades indefinidas, vejo ele.

Sempre que a gente se apaixona, a gente pensa que as coisas em comum estão no nível máximo e não existe pessoa no mundo que se encaixe melhor com você. Assim, como explicar a diferença?

Não parece alguém, ele. Digo, ele é tão real, tão possível, suficiente, palpável, que parece impossível existir. Mas, repito, ele é tão real que chega a excluir essa sua vinda dos meus sonhos dos meus sonhos mais absurdos.

E logo eu, com minhas pendências com o Todo-Poderoso, não consigo encontrar explicação mais plausível que não seja essa: foi Ele que colocou ele no meu caminho.

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Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

SOBRE ESPERAS E COVARDIA

Um belo dia você acorda e tudo parece normal, exceto pelo fato de essa normalidade não estar num nível tão bom assim de felicidade. Veja bem, você escova os dentes e de súbito, percebe que um problema te incomoda - e esse mesmo te incomodava ontem, anteontem e em todos os dias anteriores. Como uma goteira no teto que você tem preguiça de mandar consertar. Só que a fadiga com o tempo te vence, como a agonia da goteira enchendo seu ouvido d'água no meio da noite.

E aí você se depara com um daqueles momentos onde ou você toma coragem e muda tudo, ou então aceita a derrota.

O meu tempo tá acabando. Nosso tempo tá acabando, acabando, acabando.











Não tenho mais o direito de sentir medo e te olhar com paixão ao mesmo tempo.

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Terça-feira, Dezembro 09, 2008

done, yes.

no. oh, no.

yes.


fucking yes.

fucking holy shit.

rererere.
rere.
ririririri.

[só pra atualizar... ou pelo menos tentar.]

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Domingo, Dezembro 07, 2008

HERÁCLITO, OS ÁTOMOS E A VIDA [2]

Realmente, o pouco pode fazer muito por mim. Aquele lance de pequenas e amáveis coisas que tornam a vida especial.

Dezembro chegou, janeiro também, abril levou o avô, maio levou o pai... Junho trouxe descanso, julho, agosto e setembro, eu nem lembro. Outubro trouxe um dilema. E o dilema trouxe novembro. E não é que dezembro voltou?

Mas, meu amigo Dezembro, precisamos ter uma conversa: você ficou ausente tempo o bastante para as coisas se renovarem. Preciso te contar da minha vida, como ela anda.

Então, passei na ufal. Entrei na auto-escola. Não, não vou comprar um fusca. Sim, fiquei com um ou outro cara, mas não arranjei namoros de uma semana. Caralho, passei muitas noites naqueles antros onde todo mundo vai com os amigos. Então é verdade, eu tive uma porção de coisa pra contar.

Podemos considerar isso como um balanço anual. Ou não.

Se são pequenas e amáveis coisas que tornam a vida especial, então é isso. É tudo um colcha de retalhos.

Minha bisavó costurava colchas de retalhos e sempre que terminava, presenteava um parente. 2008, você é a colcha que eu fico pra mim mesma. Não por egoísmo, mas por orgulho, vergonha, saudade, ciúme, chatice minha. Eu vou te usar pra me deitar no sofá e ver telecine... ou te cortar e fazer de pano de chão.

Heráclito sabia das coisas. E gritou aos sete ventos: um homem não entra no mesmo rio duas vezes!

... e eu acrescento, meu amigo Dezembro: um homem não vive o mesmo dezembro duas vezes!

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Terça-feira, Julho 15, 2008

CLICO VICIOSO

Se me vires triste, não me perguntes o porquê. Minhas tristeza tem motivos infindos: a voz da tempestade, os prazeres não nascidos, os desejos tardios. Toda tristeza tem solução e esta um dia virá.
Se me vires feliz, no entanto, me perguntes o porquê. Sim, me deixe te sufocar com essa alegria, te envolver no turbilhão das minhas palavras, derramar minha luz, quebrar o ciclo. Felicidade não dura pra sempre e esta um dia acabará.
Levo uma vida incompleta, mas suportável: dou e peço esmolas, tomo as dores dos outros, sinto ciúme. Muito já tive, muito ainda tenho, nada tenho. Perdida, consciente, confusa, apaixonada, nem sei se faz diferença. Tudo vem do que tenho.

Você é tudo o que eu tenho.

Sendo assim, firmamos uma certeza: todas as canções que canto são para você.





tudo vermelho
os meus olhos pegando fogo
minha paciência encardida, meu sufoco
eu já quebrei meu espelho
terminei meu namoro
tudo vermelho de novo
tudo vermelho.

Mombojó - Cabidela

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Quarta-feira, Abril 23, 2008

ENTREGA DE PONTOS

Tô tentando fazer esse post, mas tá complicado encontrar por onde começar a falar. :~

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Terça-feira, Abril 15, 2008

CONFESSIONÁRIO

Confesso.

Confesso que tenho passado por muita coisa estranha nos últimos tempos.
Que me sinto ridícula e impotente por não poder amenizar algumas dores, ou por não conseguir me emocionar com certos sofrimentos que as pessoas que eu amo têm passado. Que ninguém sabe ou pode imaginar como é fazer o que eu faço todos os dias, me doar tanto como eu me dôo, ter que ser forte, paciente e carregar tanta responsabilidade comigo. Confesso que me sinto velha, que me sinto mãe do meu pai, que me sinto dona da casa onde eu moro, dona da minha vida, meio sozinha no mundo. Confesso que eu sinto como se todo dia eu tivesse que fazer tudo por todo mundo, e ainda tudo por mim mesma.

Confesso que minha concepção de paz agora se limita às coisas mais aparentemente ridículas da vida: fumar um cigarro numa calçada, assistir tv com um cachorro dormindo no meu colo, o abraço daquele cara.

Confesso que eu me sinto como se eu nunca mais fosse ficar fraca na minha vida, como se eu nunca fosse desmoronar, e sei que isso não é bom.

Confesso que quando isso tudo passar, eu quero poder chorar uma madrugada inteira no colo dos meus irmãos e ai sim, eu vou me sentir feliz e um pouco mais humana novamente.

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Domingo, Abril 13, 2008

HOJE

Se o fim de semana não fosse uma divisão de dias, horas, minutos, segundos e milésimos, eu diria que o fim de semana foi um sorriso.
É, um sorriso "na boca vermelha de uma dama louca".

E vão chupar flau de carne, vão.

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Sexta-feira, Novembro 09, 2007

SOBRE O QUE HÁ DE VIR

Virá um segundo sol, dizem. Não se sabe direito quando. Os automóveis vão voar e, quem sabe, nós iremos usar aquelas roupas supostamente futuristas.
Dizem que vai vir calor. Não, não dizem, nós sentimos.
Virão as contas pra pagar, virá a primeira trepada, o carnaval, a vacinação. O amor incompreendido virá, irá, virá, irá...
A vida vai ser mais fácil. As pessoas terão menos fronteiras pra entrentar. O Riacho Salgadinho [o tietê alagoano], será que vão limpar? Pode até ser que sim, não duvido.
Na verdade, não duvido do potencial de muitas coisas... estas apenas as que eu sei que podem me derrubar. Posso ser meio lesa, mas até que consigo me virar.
Algo virá, fatal e irresistivelmente, Talvez seja Jesus numa releitura mod, um disco voador.
E as pessoas insistem nessa idéia de guinada, de mudança repentina e futuro brilhante.
Eu creio que tudo será como sempre foi: as contas, a fumaça, as propagandas solitárias de venda da tevê de madrugada, amor incompreendido... sempre.

Contemplai, homens, a maravilha da nossa era!


[Eu queria ser uma índia, no tempo em que Cabral ainda não tinha dado o ar de sua graça por essas bandas...]

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Domingo, Outubro 28, 2007

Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.

Sentimental - Los Hermanos

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Música [em gênero, número e grau] , ironia, internet, surrealismo, Di Giorgio, maldade sem culpa, violeta genciana, batuque, praia à noite, indulgência, cumplicidade, o tinto, fim de semana, sono comprido, havaianas, os meus, cinema cult, ócio.

Fingimento desnecessário, chantagem emocional, esmalte claro, roupas de cores vibrantes [exceto as roupas de baixo], pobreza de espírito, preconceito, Zorra Total.

- Páginas pessoais: Orkut, Fotolog.

- Agregados: Girafante, Retrokill, Kaverna, Foxy, Freeckles, Contos do Reino da Peripecialândia, Jeribitches.

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